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02/03/2010 - BRF terá recuperação este ano

BRF terá recuperação este ano


As exportações de aves e suínos só deverão retornar ao nível pré-crise em 2011, segundo o diretor da BRF-Brasil Foods para o Mercado Externo, Antonio Augusto de Tony. "O ano de 2010 deve ser o ano da recuperação. Em 2011, voltaremos a ter o desempenho do passado", disse.

Para o executivo já destacou melhoras significativas de mercados importantes para as vendas externas da companhia nos últimos meses. O Japão, por exemplo, que manteve estoques elevados durante o terceiro e o quarto trimestre de 2009, agora já trabalha com níveis mais próximos do normal, depois de a empresa ter segurado os embarques para o país.

Segundo Tony, no segundo semestre do ano passado, os japoneses trabalharam com estoques de 145 mil toneladas, enquanto o normal para o país é a armazenagem de 110 mil toneladas de carne de frango, equivalentes a três meses de consumo. "Seguramos os produtos e os estoques caíram para menos de 100 mil toneladas em janeiro, o que está possibilitando que os preços retornem à normalidade, perto dos níveis históricos verificados até 2008", disse.

Na Rússia, o executivo destacou a negociação de preços para as vendas de suínos. "Colocamos cortes de suínos em patamares (de preço) bem interessantes", disse. De acordo com o diretor, os preços formados nas negociações com aquele país acabam influenciando positivamente as transações com outros importadores de suínos, como Hong Kong, Cingapura e países da América do Sul.

Ainda em relação à Rússia, Tony destacou o potencial de crescimento das exportações de carne bovina. Em contrapartida, as perspectivas não são muito favoráveis para o comércio de frango. Em resposta ao projeto russo de substituição de importações, a produção local de aves cresce 15% ao ano e a cota daquele país destinada às importações do Brasil caiu para 17 mil toneladas. "Já contávamos que a Rússia seria um mercado limitado no futuro para as nossas exportações. Por isso desenvolvemos algumas alternativas, como a África, onde já colocamos volumes interessantes", afirmou.

Mercado Chinês

Além da África, a BRF vê elevado potencial no mercado chinês. O país abriu o mercado para o frango brasileiro no ano passado e há a expectativa de que este ano sejam autorizadas as importações de suínos do Brasil. "Já exportamos volumes importantes e regulares (de frango) para a China. Há um market share importante da BRF neste mercado", disse.

Hoje, a China responde por aproximadamente 3% das exportações de frango da BRF. Em 2011, segundo o executivo, esse percentual pode chegar a 10%. "No futuro, podemos pensar em ter distribuição própria no mercado chinês", revelou.

Já o Oriente Médio, que em 2009 foi o mercado de desova das exportações brasileiras e norte-americanas, diante da forte retração na demanda verificada em países desenvolvidos, a BRF enfrenta dificuldades para aumentar preços neste início de ano. "Houve uma super oferta na região e o aumento de preço, em dólares, é muito modesto neste momento", afirmou.

Na Europa, conforme Tony, a demanda começa a retornar a "níveis normais", permitindo modestos ajustes de preços especialmente no comércio de peito de frango salgado e peito de peru. Em 2009, a Europa respondeu por 25,2% das exportações da BRF (o dado considera 12 meses de vendas externas de Perdigão e seis meses de Sadia).

O Oriente Médio foi o principal destino dos produtos da BRF no exterior, respondendo por 32,7% do total. O Extremo Oriente teve participação de 16,7% e a Eurásia, por 9,4%. O grupo formado por outros países, incluindo África e Américas, ficou com 16%.

Entre 1995 e 2008, o comércio internacional de carnes cresceu a uma taxa de 4,5% ao ano, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). Entre 2008 e 2010, o órgão prevê uma queda de 4,4% ao ano.

Fonte: Monitor Mercantil

Written By: Grace
Date Posted: 3/2/2010
Number of Views: 229

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