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06/08/2010 - Os planos do novo Presidente da ACCS

Os planos do novo Presidente da ACCS

      No último dia 23 de julho, o suinocultor Losivanio Luiz de Lorenzi, natural de Orleans, assumiu a presidência da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, até então ocupada por Wolmir de Souza, durante sete anos. Souza passou a se dedicar exclusivamente ao Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), e Lorenzi assumiu o desafio de representar a suinocultura catarinense nos próximos anos. Em entrevista com a Assessoria de Imprensa da ACCS o presidente destaca as mudanças na gestão da ACCS nos últimos anos e os próximos desafios.

       ACCS - Presidente como começou a sua história com a Associação Catarinense de Criadores de Suínos – ACCS?

       Losivanio Luiz de Lorenzi - Por alguns anos antes de 2003 já havia o descontentamento dos produtores da forma como vinha sendo conduzida a ACCS, mas em março de 2003 foi o grande diferencial que fez mudar a história da ACCS com uma reunião realizada em Chapecó com representantes de todo o estado, onde a região sul conseguiu pela primeira vez a vice-presidência da entidade e Wolmir de Souza, escolhido como candidato a presidente. Em maio do mesmo ano, aconteceu a primeira eleição com duas chapas na história da ACCS.

       ACCS - Desde 2003, o senhor divide a liderança da ACCS com Wolmir de Souza. Qual a avaliação que pode ser feita do trabalho da entidade durante estes sete anos?

       Losivanio Luiz de Lorenzi - Era um projeto nosso a organização do produtor, aumentar a representatividade da entidade no estado nas regiões produtoras. Foi feito um bom trabalho e formado mais de 25 núcleos municipais. Por termos passado metade deste tempo em crise, muito do nosso trabalho ficou sem resultados financeiros ao produtor, porém as ações feitas no momento salvaram os mesmos na atividade. Vale ressaltar aqui que as vendas de carne suína nas praças, campanhas para aumentar o consumo em redes de supermercados, redução e isenção de impostos pra venda de suínos e carnes a outros estados, enfim, muitas ações que deram grande resultado no momento, mas que agora não são lembradas por muitos.

       ACCS - A ACCS também focou trabalhos no meio ambiente, quais foram os projetos realizados e conquistas?

       Losivanio Luiz de Lorenzi – Acredito que um dos mais importantes tenha sido o Termo de Ajustamento de Conduta da Suinocultura – TAC. Quando assumimos a ACCS estava pronto pra ser assinado, mas a responsabilidade era toda dos produtores, buscamos uma nova discussão sobre a questão e conseguimos a participação das agroindústrias no processo. Buscamos também alguns projetos sobre créditos de carbono, porém que inviabilizaram com a mudança da metodologia, não sendo assim possível a instalação. As discussões do Código Ambiental Catarinense e a participação na aprovação na Assembléia Legislativa. Apostamos também no projeto de compostagem o qual está sendo implantado em vários estados, enfim não faltou empenho para a melhoria ambiental por parte da entidade.

       ACCS - Quais os próximos desafios como presidente da ACCS?

       Losivanio Luiz de Lorenzi - São muitos, mas acredito que posso considerar os três maiores: a contínua organização do produtor para que possamos ter cada vez mais representatividade no setor, a unificação das associações para o mesmo objetivo, independente de cada estado, junto com sindicatos, federações, enfim, todas as entidades que representam o agronegócio deveriam estar mais integradas para conseguir os objetivos. E o maior de todos, com a parceria com agroindústria, governo do estado e produtor, buscar uma certificação internacional para a carne suína catarinense no aspecto ambiental, pois SC está projetada para a exportação e isso com certeza, trará mais agregação de valor ao nosso produto e consequentemente, maior rentabilidade ao produtor.

       ACCS - Qual a situação atual da suinocultura de Santa Catarina? E o que o produtor pode esperar da atividade para os próximos meses?

       Losivanio Luiz de Lorenzi - A suinocultura catarinense esta passando por um tempo de estabilização, acredito que por um bom período a atividade vai ser lucrativa para o produtor, pois há três anos a produção está estabilizada e para este ano e até metade de 2011 não haverá aumento significativo de produção. As próprias agroindústrias estão mais preocupadas no momento para acertarem seu administrativo devido às fusões para serem mais competitivas e isso acaba estabilizando o plantel. Os produtores também estão tendo cautela e não estão aumentando seu plantel de matrizes sem uma garantia de remuneração, só assim vão ter uma renda garantida por um longo período. Vejo que está aumentando significativamente a procura de suínos no mercado aberto e isso irá influenciar para um aumento de preços, as notícias são bem otimistas, a Ucrânia deverá comprar carne suína em troco de fertilizantes, o próprio consumo interno está melhorando, isso faz no mínimo, os preços se manterem. Contudo, acredito muito em uma recuperação ainda maior do setor, com aumento também no preço base das agroindústrias. Outra vantagem é a estabilização dos preços dos insumos como o milho e farelo de soja, mantendo baixo o custo de produção.

Fonte: ACCS

Written By: Grace
Date Posted: 8/6/2010
Number of Views: 407

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