Um
projeto de estímulo à execução de boas práticas socioambientais no
agronegócio por meio de crédito rural, desenvolvido pela unidade
brasileira do Rabobank, servirá de base para outras unidades da
instituição financeira no mundo.
Desde 2005, a subsidiária brasileira do banco holandês utiliza um
sistema de análise de crédito que leva em conta aspectos como trabalho
escravo e infantil e degradação ambiental, que refletem nas taxas de
juros aplicadas pela instituição. Dependendo do grau de
""sustentabilidade"", o tomador de crédito recebe um determinado
desconto na taxa do financiamento. A instituição não revela a magnitude
desses descontos e explica que os casos são estudados individualmente.
A classificação de cada cliente dentro de uma escala crescente que
vai de zero a 40 pontos é revista a cada ano. Embora não tenha citado
números, a gerente de Responsabilidade Socioambiental do Rabobank,
Daniela Mariuzzo. Na etapa mais recente do projeto a instituição está
distribuindo aos produtores um manual de boas práticas socioambientais,
onde explica seu sistema de análise de crédito e compila boa parte da
legislação ambiental e trabalhista do Brasil. A idéia, de acordo com a
introdução do manual, é que os produtores evitem ""comprometer a
sustentabilidade do negócio no longo prazo"". Além da versão impressa,
que será atualizada anualmente, o manual está disponível para cópia no
site do banco.
O Rabobank agora prepara uma versão global que será distribuída a
cada unidade da instituição, que depois fará as adaptações necessárias.
""A idéia é começar a ampliação do projeto pelas Américas ainda neste
ano"", afirmou Mariuzzo. No Brasil, a carteira de crédito rural do
Rabobank é de R$ 988 milhões e deve crescer para R$ 1,6 bilhão até o
final de 2009.
Fonte: Folha de Londrina