No encontro, o TCP reuniu os principais atores do processo de
exportação de congelados na cidade: operadores portuários, empresas de
transporte, logística, representante de armadores, além de membros do
Ministério da Agricultura e Receita Federal.
Neste encontro, representantes do Grupo Minerva, de São Paulo,
vieram conhecer o Porto de Paranaguá e esclarecer dúvidas. O grupo, que
é o terceiro maior exportador de carnes do Brasil, já trabalha com
break bulk (carga solta) com o Porto de Antonina e há cerca de um ano
começou a exportar em contêineres reefers por Paranaguá.
“Esta reunião foi muito importante. Novas oportunidades foram
analisadas. Já somos um grande parceiro do Governo do Paraná e queremos
ampliar esta parceria, direcionando um maior volume para cá”, disse
Fernando Galletti de Queiroz, presidente do Grupo Minerva.
Esta é a segunda reunião realizada pelo TCP e empresas que compõem o
Corredor de Congelados. Há duas semanas, o mesmo grupo de trabalho foi
reunido em Paranaguá para receber representantes do Frigorífico Bertin,
de Lins (interior de São Paulo). Como resultado da reunião, já estão
sendo realizados carregamentos experimentais com carga do Bertin em
Paranaguá e a intenção é tornar estas remessas fixas.
APROXIMAÇÃO - Para o superintendente da Appa,
Eduardo Requião, o prestígio que estas reuniões têm tido mostra que o
projeto do Corredor de Congelados tem tudo para decolar. “Esperamos que
a iniciativa privada, o TCP, o Ministério da Agricultura e a Receita
Federal continuem tendo uma relação harmoniosa para que este projeto
tenha sucesso”, afirmou.
“Com estas reuniões, estamos dando consistência ao projeto Corredor
de Congelados, desenvolvendo uma aproximação direta com os principais
atores do mercado de exportação de carnes. Queremos mostrar para estes
grupos que eles podem ter em Paranaguá uma alternativa logística para
qualificar suas operações em tempo e custo”, afirmou o
diretor-superintendente do TCP, Juarez Moraes e Silva.
PROJETO – O projeto Corredor de Congelados do
Paraná é uma ação que une os Governos Federal, Estadual e a iniciativa
privada para deslocar para os Portos de Paranaguá e Antonina o eixo das
exportações de carnes brasileiras. Com o Corredor, a meta é fazer com
que os terminais portuários ofereçam maior capacidade para recepção,
armazenagem, embarques e clientela suficiente para fazer do Estado do
Paraná um dos principais pólos exportadores de carne do Brasil.
Entre as principais vantagens competitivas dos Portos do Paraná está
a existência de seis berços dedicados à operação de congelados (quatro
em Paranaguá e dois em Antonina), pátio de armazenagem de contêineres
em zona primária com 370.000 metros quadrados, capacidade de
armazenagem frigorífica para 58.000 toneladas e ramal ferroviário em
zona primária, com operações diárias.
Além disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
está instalado na zona primária do Porto de Paranaguá, descentralizando
e agilizando os processos de inspeção e fiscalização. Fazem parte do
projeto as empresas Terminal Ponta do Félix, Martini Meat, Standard
Logística, América Latina Logística (ALL), Terminal de Contêineres de
Paranaguá (TCP) e Wilson, Sons.
Fonte: Agência Estadual de Notícias