Solução
é válida tanto para o consumo interno como para expandir sua
participação no mercado internacional. Após ter passado o dia 31
ouvindo técnicos do Departamento de Agricultura (USDA), em
Washington-DC, o presidente-executivo da Abramilho (Associação
Brasileira dos Produtores de Milho), Odacir Klein, juntamente com um
grupo de 10 produtores de milho, incluindo membros da diretoria da
Abramilho, trará para o Brasil duas certezas obtidas nesse encontro: 1)
os Estados Unidos não recuarão na questão do etanol de milho; 2) pelo
quadro mundial traçado pelo USDA, com a demanda ascendente de proteína
pelos países emergentes, a única saída para o Brasil será produzir mais
milho, tanto para o consumo interno como para expandir sua participação
no mercado internacional.
"Temos de perseguir o aumento de produtividade, incluindo a
intensificação do uso de recursos biotecnológicos, e trabalhar muito de
perto com a cadeia produtiva no Brasil, atendendo as necessidades da
indústria de ração destinada à produção de proteína", observou Odacir
Klein. Para ele, dessa forma, o Brasil ganhará mesmo se diminuir o
volume de exportações de milho in natura. "Nossa meta deverá ser buscar
a exportação de milho com valor agregado. Se ele seguir para o mercado
externo em forma de proteína, melhor para o Brasil", assinalou.
Com relação à questão do etanol americano, Odacir Klein levantou um
aspecto novo sobre o qual pouco se tem falado. Segundo ele, do total de
milho que os Estados Unidos destinam à produção de etanol, cerca de 30%
constituem resíduo alimentar para animais. "Eles retiram a energia, mas
reaproveitam o resíduo do milho, de alto valor protéico", informou o
presidente da Abramilho. Sobre a tributação de alimentos nos Estados
Unidos, Odacir Klein acrescentou que "ela é muito baixa em relação ao
Brasil".
Fonte: Revista Fator