A preferência é pela instalação da unidade em algum dos municípios
da região metropolitana de Curitiba, segundo Hong Soon Kang, presidente
da Câmara de Comércio Brasil-Coréia, que representa as empresas nas
tratativas com o governo paranaense. "Essa área seria a ideal porque
fica próxima do porto de Paranaguá", disse ele. Toda a produção da
unidade será para exportar para a Coréia. O pool de investidores inclui
empresas de áreas como a de construção civil, entre elas a Lexel. Kang
não informou o nome das demais envolvidas no projeto.
A prioridade será dada à instalação da unidade em área próxima de
Curitiba, mas outras alternativas não estão descartadas. No encontro
com representantes da Secretaria da Indústria, Comércio e Assuntos do
Mercosul, também foi apresentada a possibilidade de construção na
região norte do Paraná, mais próxima das regiões produtoras de soja.
Os coreanos querem decidir sobre a localização entre outubro e
novembro, mês em que nova missão dos investidores deve desembarcar no
Brasil. A programação prevê início das obras em março de 2009 e término
da construção sete meses depois.
Grupos de empresas coreanas ou mesmo investidores individuais do
país têm buscado alternativas de produção de combustíveis, inviável no
exíguo território coreano. O programa de adição de biodiesel ao diesel
convencional da Coréia prevê mistura obrigatório de 3% até 2012. O
percentual compulsório é o mesmo adotado pelo Brasil desde o dia 1º de
julho. "As empresas também têm buscado fonte alternativas de energia
na Indonésia, na Malásia, nas Filipinas", diz Kang.
O aporte de US$ 30 milhões no projeto paranaense deverá crescer
depois do início das operações, que terão como base tanto a produção de
soja de agricultores locais quanto em terras próprias do coreanos.
Entre as incursões mais recentes dos coreanos no biodiesel figura a da
Samsung, que anunciou no fim de julho um desembolso de US$ 1,63 bilhão
para produzir biodiesel a partir da palma na Indonésia.
Fonte: Valor Econômico