A carne suína adquirida hoje, nos mais de 30 diferentes corte em
vários supermercados de Curitiba e do Paraná, é absolutamente saudável,
saborosa e pode ser consumida com a mesma freqüência das demais carnes.
Aliás, na Europa, Estados Unidos e Ásia, como no restante do Mundo, a
carne suína é a mais consumida. A única exceção é o Brasil e as
associações de produtores deste importante alimento estão dispostos a
reverter este quadro.
Em conferência proferida na Associação Médica do Paraná, a Prof.
Dra. Neura Bragagnolo apresentou todas as justificativas científicas
para demonstrar que a carne suína é absolutamente saudável, nutritiva e
possui qualidades que contribuem para a saúde humana. Um estudo da
Universidade da Califórnia demonstrou, por exemplo, que o consumo de
carne por crianças resulta na melhoria do desempenho cognitivo, na
tomada de iniciativa e liderança e no desenvolvimento do organismo.
Benefícios: Dentre os benefícios apresentados pela
carne suína está o de que, mesmo após o cozimento, ela apresenta 30
gramas de proteína a cada 100 gr de carne, correspondendo a 60% das
necessidades diárias do ser humano.
Em relação às vitaminas, a carne suína fornece 63% das necessidades diárias de vitamina B1 em homens e 86% em mulheres.
Os minerais são fatores importantes de nossa alimentação. O ferro e
o zinco são essenciais para as funções metabólicas, sendo o ferro
necessário também para o transporte de oxigênio e produção de energia.
A falta destes elementos produz, no caso de falta de ferro, a anemia e
distúrbio de crescimento em crianças. A falta de zinco também pode
retardar o crescimento, aumentar a freqüência de infecções e lesões na
pele. A carne suína é notável fonte de ferro e zinco, providenciando 2
a 3 vezes mais deste mineral do que as carnes similares.
Todos sabemos que o sal aumenta a pressão arterial. Pois a carne
suína é pobre em sal e rica em potássio, contribuindo para o controle
da pressão arterial.
Menor Colesterol: Estudos desenvolvidos pela Dra.
Neura Braganholo na Universidade de Campinas mostram que a carne suína
apresentou menos colesterol do que outras carnes. Um lombo suíno, por
exemplo, tem quase a metade (49mg/100gr) do clesterol apresentado pela
coxa de frango (80mg/100gr) e menos do que o peito de frango
(58mg/100gr), menos do que o coxão duro bovino, que tem 56mg/100gr,
assim como também menos do que o peito bovino (51), músculo bovino
(52),coxão mole (50), pele de frango (104) e contrafilé bovino (51).
Higiene: O médico nutrólogo Maximo Asinelli, da
Clínica Asinelli, de Curitiba, ressalta que as características físicas
e químicas da carne suína são imensas. "Além se serem saudáveis, sua
maciez e sabor agradável, são fatores que tornam a carne suína bem
aceita pelos consumidores". E completa: "a carne de porco possui
adequado teor de proteínas (19 a 20% na carne magra), com boa
combinação de aminoácidos essenciais, apresentados em forma
biologicamente disponível. Também é uma excelente fonte de vitaminas do
complexo B, principalmente de Tiamina (B1), Riboflavina (B2) e
Cobalamina (B12)", diz Maximo.
Com relação à higiene da carne suína o Presidente da Associação
Paranaense de Suinocultura, Irineu Wessler, afirma: "A alimentação de
nossos animais hoje é feita só de ração e, assim mesmo, ele sofre cinco
inspeções antes do abate". Granjas de suínos são tratadas com o mesmo
rigor de um hospital: não se pode entrar nelas a não ser após tomar
banho no momento e vestir roupas especiais, tal o cuidado e preocupação
com a saúde dos animais.
Assim, a população pode melhorar os seus hábitos alimentares,
servindo-se da carne suína em cortes que está sendo oferecida com mais
variedade nos supermercados e adicionar mais sabor à sua saúde.
Fonte: Portal do Agronegócio