“Os cuidados que o Brasil precisa ter é com a parte sanitária,
produtividade, bem estar animal e logística” afirmou Dilvo Grolli,
presidente da Coopavel, uma das maiores cooperativas do Sul do país
A abertura do I Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, em Chapecó-SC,
reflete o momento e a expectativa do setor. Um público de mais de 600
pessoas lotou o Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes para
a abertura oficial da programação e a palestra “Grãos no mercado de
Carne” apresentada pelo Presidente da Coopavel Dilvo Grolli, e como
mediador da apresentação o convidado foi o presidente da Aurora, Mario
Lanznaster. Para o presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários,
entidade organizadora do evento o I SBSS vai oferecer um espaço para
debate e planejamento de ações “ A nova fase do comércio internacional
coincide com o aumento no custo de produção provocado pelo preço do
milho no mercado internacional, fato que tem sido amenizado com
tecnologia na produção animal, com nutrição avançada, pesquisas
constantes, genética apurada e técnicas inovadoras”.
O primeiro Simpósio Brasil Sul de Suinocultura marca o início de uma
nova era para a suinocultura catarinense com um evento técnico focado
nas demandas das agroindústrias e mercado, debatendo desafios e
antecipando demandas. A solenidade contou com a presença de Miguel
Breda Canal – Presidente do Primeiro Simpósio Brasil Sul de
Suinocultura, o prefeito de Chapecó Hélio Cella, Vincenzo
Mastrogiacomo presidente da ACIC- Associação Comercial e Industrial de
Chapecó, Augusto Heck – Presidente da ABRAVES Associação Brasileira de
Veterinarios Especialistas em Suínos – Regional de Santa Catarina.
Wolmir de Souza – Presidente da Associação Catarinense de Criadores de
Suínos, o Presidente da CIDASC, Dr. Edson Henrique Veran, a Médica
Veterinária Lauren Ventura Parisotto, Conselheira Efetiva do Conselho
Regional de Medicina Veterinária CRMV-SC, Roni Barbosa - Diretor de
Defesa Agropecuária, da Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento
Rural de Santa Catarina, 11- Sra Fernanda Almeida – Presidente da
ABRAVES Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos,
o pesquisador Nelson Morés representando a EMBRAPA Suínos e Aves
Concórdia, Sr. Joaquim Álvaro Pereira Leite - Vice Presidente da
Sociedade Rural Brasileira, entre outras autoridades e convidados.
O prefeito de Chapecó, Hélio Cella destacou “Foi a determinação do
suinocultor catarinense que nos últimos anos transformou agricultores
em empresários rurais. Independente do tamanho de sua criação, os
desafios e dificuldades formaram profissionais no gerenciamento das
granjas. E foi a tecnologia, a qualidade e a segurança alimentar as
responsáveis por essa nova realidade. Devido a isso a carne suína
catarinense é reconhecida internacionalmente como segura, excelente
para o consumo interno e exportação, ocupando, aos poucos, fatias
privilegiadas do mercado mundial” afirmou.
O presidente do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura destacou a
importância da sinergia de ações entre a iniciativa privada e
governo na excelência sanitária do rebanho suíno “Olhando as novas
demandas mundiais pelas proteínas, tanto de origem vegetal, quanto de
origem animal. Não temos receio em afirmar que a produção de alimentos
vive seus melhores momentos.Pelos grãos, vedetes da produção de
energia. E pelas carnes, em especial as produzidas sob as condições
elevadas de higiene e sanidade. Em especial as carnes catarinenses, que
já detinham o selo de qualidade industrial e de processamento, mais
ainda agora, com a garantia sanitária. Porém todas estas conquistas
não são perenes” destacou, dando boas vindas aos participantes e
representantes de mais 60 empresas patrocinadoras.
Oferta mundial de grãos
Contrariando alertas constantes e uma forte preocupação do setor
produtivo, o palestrante Dilvo Grolli afirmou que não há risco de
escassez de milho para os setores avícola e suinícola “A produção de
milho no Brasil será acima de 58,4 milhões de toneladas e suficiente
para o consumo doméstico e ainda sobra para exportação”.
Segundo Grolli os Estados Unidos tem 14 milhões de hectares de
terras atualmente reservadas para recuperação do solo e fauna, e isso
pode ser uma carta na manga para o país “Se os USA produz hoje de 480 a
500 milhões de ton. de grãos tem condições de aumentar em mais 100
milhões de ton. a produção de grãos, somente na incorporação de terras
que estão hoje em reserva e estima-se o aumento de mais 25% na
produtividade por incorporação de novas tecnologias nos próximos anos”
alertou.
Sobre os desafios para o setor produtivo de carne suína destacou “O
consumo da carne suína em nosso País não acompanhou o crescimento
populacional, já a carne de frango é a carne que mais cresce no Brasil.
O futuro da produção da carne suína do Brasil é para exportação”,
afirmou Dilvo Grolli.
Grolli afirmou que a demanda aquecida de soja e milho resulta em
aumento de custo de produção e os paises que não produzirem grãos terão
dificuldades na produção de carnes “ A carne mais consumida no mundo é
a carne suína, a tendência do Brasil é ficar cada vez mais competitivo
na Produção. Prova disso é que os volumes de produção crescem em 2008,
entre 3,5% e 4,0%, . A maior expansão será na Região Sul, com o
crescimento das integrações nas empresas e cooperativas” afirmou para
uma platéia formada por importantes agentes do setor.
O Simpósio Brasil Sul de Suinocultura encerra nesta sexta feira, 15
de agosto em Chapecó, e deve reunir mais de 600 profissionais, técnicos
e estudantes das áreas de veterinária, zootecnia e agronomia, além de
produtores e empresários.
Mais informações no site WWW.nucleovet.com.br
Fonte: Assessoria de Imprensa SBSS