Hoje (05/06) comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e
como não poderíamos deixar passar em branco esta data tão importante, segue uma
homenagem do Portal suino.com
Florestas ameaçadas: Quase 100% das
florestas tropicais do mundo continuam sob ameaça, mas há uma tendência
crescente para o chamado manejo sustentável. Um levantamento, realizado em 33
países, indica que os avanços conquistados são frágeis, na medida em que países
individuais não contam com incentivos econômicos, nem recursos para executar
esforços de prevenção do desflorestamento e gestão dos recursos.
Esta é
a análise mais abrangente jamais efetuada do estado atual do manejo de florestas
tropicais. O relatório da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (OIMT)
examina em profundidade o estado atual da silvicultura tropical na Ásia,
Pacífico, América Latina, Caribe e África e mostra que a área de florestas
tropicais manejadas de forma sustentável cresceu de menos de 1 milhão de
hectares (2,4 milhões de acres), em 1988, para, no mínimo, 36 milhões de
hectares (87 milhões de acres), em 2005. "Hoje, já sabemos que uma área total de
floresta tropical, aproximadamente igual à da Alemanha, se encontra em boas
mãos", disse Manoel Sobral Filho, Diretor Executivo da OIMT. "Contudo, está
claro que a segurança da maioria das florestas tropicais ainda corre grande
risco, o que demonstra uma falta de compreensão coletiva de que as florestas
podem gerar um valor econômico considerável sem serem destruídas".
O
relatório constata que a área de terras florestadas com manejo sustentável
constitui menos do que 5% dos 814 milhões de hectares estudados para este
relatório, que representam dois terços de todas as florestas tropicais naturais
no mundo.
As florestas tropicais se encontram em situação de risco há
várias décadas. Hoje, cerca de 12 milhões de hectares de florestas tropicais são
desmatados a cada ano para a agricultura, as pastagens e outros usos
não-florestais, sendo que uma área ainda muito maior é degradada através da
extração insustentável/ilegal de madeira e outras práticas pouco produtivas de
uso da terra.
A OIMT disse que, apesar destas deficiências, a tendência
global geral é animadora e que a segurança legal das florestas melhorou muito
desde 1998, quando foi feito um levantamento mais limitado da OIMT em 18 países
membros. Os países que apresentam avanços especialmente notáveis incluem a
Malásia, que agora tem pelo menos 4,8 milhões de hectares de florestas de
produção com manejo sustentável, Bolívia (2,2 milhões de hectares), Peru (560
mil hectares), Brasil (1,4 milhão de hectares), República do Congo (1,3 milhão
de hectares), Gabão (1,5 milhão de hectares) e Gana (270 mil hectares).
Mas alguns países sofreram graves perdas de floresta tropical ou não
conseguiram progredir de forma significativa na busca de um manejo melhor.
Países como a Costa do Marfim, as Filipinas, a Nigéria (onde áreas consideráveis
já foram cobertas de florestas) agora têm relativamente poucas florestas
naturais e problemas ambientais muito grandes. Em alguns países, a falta de
governança eficaz constitui um problema evidente. O avanço em direção ao manejo
sustentável das florestas tem sido mínimo ou inexistente na Libéria, Camboja,
República Democrática do Congo (RDC) e outros países que passaram por conflitos
armados importantes nos últimos tempos.
A OIMT defende a designação de
mais áreas de floresta permanentes e a formulação e implementação de planos de
manejo sustentável numa parte muito maior das propriedades existentes. A OIMT
conclui que a instituição do manejo sustentável em parte substancial das
florestas tropicais do mundo requer uma abordagem mundial para o financiamento
dos custos. Devido às muitas pressões documentadas neste relatório, a OIMT
acredita que somente uma ação conjunta poderá salvar as florestas tropicais da
deterioração mais extensa.
De acordo com sites relacionados ao meio
ambiente, dentre eles o da Orbe Brasilis, a suinocultura é uma atividade de
grande importância para o Brasil. Torna-se indispensável à consciência de como
as inovações de hoje podem responder aos desafios da sociedade do futuro. A luta
continua, como por exemplo, alcançar novos avanços, e tornar essas soluções mais
eficientes e compatíveis com o ambiente em que compartilhamos os resultados pelo
desejo de construir uma sociedade melhor. Com isso, a suinocultura já está
implementando em todo o país, projetos ambientais que são vanguarda na esfera
industrial. Hoje, já existem desde soluções simples e paliativas até soluções
mais eficientes, dependendo da escala de tratamento.
Há dificuldades de
estimar os níveis de poluição da água, ar e solo, pois há uma falta de consenso
sobre quais tecnologias são mais adequadas e como controlar a poluição. Desta
forma a suinocultura necessita adaptar-se aos modelos que reduzem a complexidade
do problema ambiental. A sociedade a cada dia está mais exigente pressionando e
impedindo atividades que causam riscos ao meio ambiente e não se organizam de
forma segura.
Com a reciclagem dos dejetos de suínos e uso de
biofertilizantes nas áreas agrícolas, é possível o retorno econômico. Os
sistemas de produção e o grau de especialização das unidades buscam a
viabilidade e o alcance social da suinocultura no desenvolvimento sustentável.
A partir destas necessidades, temos a implantação de biodigestores, onde
estes recebem os dejetos que são formados pela urina e fezes, restos de
alimentação não digerida no trato digestivo do animal, restos de alimentação
digerida, porém não assimilada, restos celulares de bactérias, escamações
epiteliais, água de lavagem das baias e desperdício de bebedouros. No processo
com biodigestor, pequenos microorganismos são responsáveis e atuam, na matéria
orgânica transformando-a em gases. A capacidade de carga dos biodigestores pode
ser estimulada com o tempo de retenção dos dejetos. Este tempo tem variação
dependendo da concentração de sólidos e da região onde será instalado o
biodigestor, de acordo com a temperatura.
Vantagens do
Biodigestor
- Baixo custo de implantação
- Baixos custos
operacionais
- Adequada eficiência na remoção das diversas categorias de
poluentes (Matéria orgânica biodegradável, sólidos suspensos, nutrientes e
patogênicos.)
- Redução na produção de lodo
- Não há consumo de
energia elétrica, uma vez que dispensa o uso de bombas. - Baixa demanda de área,
reduzindo os custos de implantação.
- Produção de metano, gás de elevado
teor calorífico.
- Favorece a preservação das colônias de bactérias,
dando sustentabilidade ao sistema.
Possibilita a recuperação de
subprodutos úteis, visando sua aplicação com fertirrigação de culturas
agrícolas.
O Biogás - Pode ser utilizado nas mais diversas
atividades como: Aquecimento das unidades de produção de suínos e aves; Geração
de energia elétrica e secagem de grãos entre outras alternativas na substituição
de combustível.
Biofertilizantes - O sistema de tratamento dos
dejetos de suínos através das lagoas de estabilização é capaz de gerar lodo
biológico proveniente da digestão anaeróbica. Este lodo pode ser utilizado como
adubo orgânico para as culturas e o biofertilizante é líquido e pode ser usado
no solo ou em aplicação sobre as plantas, todo o uso deve ser acompanhado por
análise do biofertilizante e do solo, com base na cultura a ser plantada com sua
necessidade de nutrientes.
Meio Ambiente
O Protocolo de
Kyoto vem em busca de melhorias no clima do planeta, desta forma os países
desenvolvidos devem reduzir as emissões de gases efeito estufa, podendo estes
países promover este trabalho fora do seu território. Para isso, podem
desenvolver a alternativa do MDL (mecanismo de desenvolvimento limpo), e esta
alternativa implica em assumir responsabilidade para reduzir as emissões de
poluentes e promover o desenvolvimento sustentável. São mecanismos de
investimentos pelos quais os países desenvolvidos aplicam recursos financeiros
em projetos que venham reduzir a emissão de gases do efeito estufa com metas de
redução de poluentes.
Estes projetos têm como objetivo desenvolver e
adotar métodos de produção que minimizem esses impactos. Tais impactos ocorrem
principalmente no ar (através da emissão de gases e poeira), no solo (com
excessos minerais causados pelo mau uso do dos dejetos e descarte de animais
mortos) e na água (pelo uso excessivo de água e desperdício em equipamentos).
Estes projetos têm o objetivo de equilibrar a atividade de produção de suínos no
meio ambiente.
Fonte: Adital – Por Manoel Sobral Filho, Diretor
Executivo da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (OIMT) para o site
Terrazul, com informações da Orbe Brasilis e editado pelo Portal suino.com