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Dia Mundial do Meio Ambiente

5/6/2007 - Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje (05/06) comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente e como não poderíamos deixar passar em branco esta data tão importante, segue uma homenagem do Portal suino.com

Florestas ameaçadas: Quase 100% das florestas tropicais do mundo continuam sob ameaça, mas há uma tendência crescente para o chamado manejo sustentável. Um levantamento, realizado em 33 países, indica que os avanços conquistados são frágeis, na medida em que países individuais não contam com incentivos econômicos, nem recursos para executar esforços de prevenção do desflorestamento e gestão dos recursos.

Esta é a análise mais abrangente jamais efetuada do estado atual do manejo de florestas tropicais. O relatório da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (OIMT) examina em profundidade o estado atual da silvicultura tropical na Ásia, Pacífico, América Latina, Caribe e África e mostra que a área de florestas tropicais manejadas de forma sustentável cresceu de menos de 1 milhão de hectares (2,4 milhões de acres), em 1988, para, no mínimo, 36 milhões de hectares (87 milhões de acres), em 2005. "Hoje, já sabemos que uma área total de floresta tropical, aproximadamente igual à da Alemanha, se encontra em boas mãos", disse Manoel Sobral Filho, Diretor Executivo da OIMT. "Contudo, está claro que a segurança da maioria das florestas tropicais ainda corre grande risco, o que demonstra uma falta de compreensão coletiva de que as florestas podem gerar um valor econômico considerável sem serem destruídas".

O relatório constata que a área de terras florestadas com manejo sustentável constitui menos do que 5% dos 814 milhões de hectares estudados para este relatório, que representam dois terços de todas as florestas tropicais naturais no mundo.

As florestas tropicais se encontram em situação de risco há várias décadas. Hoje, cerca de 12 milhões de hectares de florestas tropicais são desmatados a cada ano para a agricultura, as pastagens e outros usos não-florestais, sendo que uma área ainda muito maior é degradada através da extração insustentável/ilegal de madeira e outras práticas pouco produtivas de uso da terra.

A OIMT disse que, apesar destas deficiências, a tendência global geral é animadora e que a segurança legal das florestas melhorou muito desde 1998, quando foi feito um levantamento mais limitado da OIMT em 18 países membros. Os países que apresentam avanços especialmente notáveis incluem a Malásia, que agora tem pelo menos 4,8 milhões de hectares de florestas de produção com manejo sustentável, Bolívia (2,2 milhões de hectares), Peru (560 mil hectares), Brasil (1,4 milhão de hectares), República do Congo (1,3 milhão de hectares), Gabão (1,5 milhão de hectares) e Gana (270 mil hectares).

Mas alguns países sofreram graves perdas de floresta tropical ou não conseguiram progredir de forma significativa na busca de um manejo melhor. Países como a Costa do Marfim, as Filipinas, a Nigéria (onde áreas consideráveis já foram cobertas de florestas) agora têm relativamente poucas florestas naturais e problemas ambientais muito grandes. Em alguns países, a falta de governança eficaz constitui um problema evidente. O avanço em direção ao manejo sustentável das florestas tem sido mínimo ou inexistente na Libéria, Camboja, República Democrática do Congo (RDC) e outros países que passaram por conflitos armados importantes nos últimos tempos.

A OIMT defende a designação de mais áreas de floresta permanentes e a formulação e implementação de planos de manejo sustentável numa parte muito maior das propriedades existentes. A OIMT conclui que a instituição do manejo sustentável em parte substancial das florestas tropicais do mundo requer uma abordagem mundial para o financiamento dos custos. Devido às muitas pressões documentadas neste relatório, a OIMT acredita que somente uma ação conjunta poderá salvar as florestas tropicais da deterioração mais extensa.

De acordo com sites relacionados ao meio ambiente, dentre eles o da Orbe Brasilis, a suinocultura é uma atividade de grande importância para o Brasil. Torna-se indispensável à consciência de como as inovações de hoje podem responder aos desafios da sociedade do futuro. A luta continua, como por exemplo, alcançar novos avanços, e tornar essas soluções mais eficientes e compatíveis com o ambiente em que compartilhamos os resultados pelo desejo de construir uma sociedade melhor. Com isso, a suinocultura já está implementando em todo o país, projetos ambientais que são vanguarda na esfera industrial. Hoje, já existem desde soluções simples e paliativas até soluções mais eficientes, dependendo da escala de tratamento.

Há dificuldades de estimar os níveis de poluição da água, ar e solo, pois há uma falta de consenso sobre quais tecnologias são mais adequadas e como controlar a poluição. Desta forma a suinocultura necessita adaptar-se aos modelos que reduzem a complexidade do problema ambiental. A sociedade a cada dia está mais exigente pressionando e impedindo atividades que causam riscos ao meio ambiente e não se organizam de forma segura.

Com a reciclagem dos dejetos de suínos e uso de biofertilizantes nas áreas agrícolas, é possível o retorno econômico. Os sistemas de produção e o grau de especialização das unidades buscam a viabilidade e o alcance social da suinocultura no desenvolvimento sustentável.

A partir destas necessidades, temos a implantação de biodigestores, onde estes recebem os dejetos que são formados pela urina e fezes, restos de alimentação não digerida no trato digestivo do animal, restos de alimentação digerida, porém não assimilada, restos celulares de bactérias, escamações epiteliais, água de lavagem das baias e desperdício de bebedouros. No processo com biodigestor, pequenos microorganismos são responsáveis e atuam, na matéria orgânica transformando-a em gases. A capacidade de carga dos biodigestores pode ser estimulada com o tempo de retenção dos dejetos. Este tempo tem variação dependendo da concentração de sólidos e da região onde será instalado o biodigestor, de acordo com a temperatura.

Vantagens do Biodigestor

- Baixo custo de implantação

- Baixos custos operacionais

- Adequada eficiência na remoção das diversas categorias de poluentes (Matéria orgânica biodegradável, sólidos suspensos, nutrientes e patogênicos.)

- Redução na produção de lodo

- Não há consumo de energia elétrica, uma vez que dispensa o uso de bombas. - Baixa demanda de área, reduzindo os custos de implantação.

- Produção de metano, gás de elevado teor calorífico.

- Favorece a preservação das colônias de bactérias, dando sustentabilidade ao sistema.

Possibilita a recuperação de subprodutos úteis, visando sua aplicação com fertirrigação de culturas agrícolas.

O Biogás - Pode ser utilizado nas mais diversas atividades como: Aquecimento das unidades de produção de suínos e aves; Geração de energia elétrica e secagem de grãos entre outras alternativas na substituição de combustível.

Biofertilizantes - O sistema de tratamento dos dejetos de suínos através das lagoas de estabilização é capaz de gerar lodo biológico proveniente da digestão anaeróbica. Este lodo pode ser utilizado como adubo orgânico para as culturas e o biofertilizante é líquido e pode ser usado no solo ou em aplicação sobre as plantas, todo o uso deve ser acompanhado por análise do biofertilizante e do solo, com base na cultura a ser plantada com sua necessidade de nutrientes.

Meio Ambiente

O Protocolo de Kyoto vem em busca de melhorias no clima do planeta, desta forma os países desenvolvidos devem reduzir as emissões de gases efeito estufa, podendo estes países promover este trabalho fora do seu território. Para isso, podem desenvolver a alternativa do MDL (mecanismo de desenvolvimento limpo), e esta alternativa implica em assumir responsabilidade para reduzir as emissões de poluentes e promover o desenvolvimento sustentável. São mecanismos de investimentos pelos quais os países desenvolvidos aplicam recursos financeiros em projetos que venham reduzir a emissão de gases do efeito estufa com metas de redução de poluentes.

Estes projetos têm como objetivo desenvolver e adotar métodos de produção que minimizem esses impactos. Tais impactos ocorrem principalmente no ar (através da emissão de gases e poeira), no solo (com excessos minerais causados pelo mau uso do dos dejetos e descarte de animais mortos) e na água (pelo uso excessivo de água e desperdício em equipamentos). Estes projetos têm o objetivo de equilibrar a atividade de produção de suínos no meio ambiente.

Fonte: Adital – Por Manoel Sobral Filho, Diretor Executivo da Organização Internacional de Madeiras Tropicais (OIMT) para o site Terrazul, com informações da Orbe Brasilis e editado pelo Portal suino.com


Written By: Grace
Date Posted: 6/5/2007
Number of Views: 1087

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