Resultados
de um estudo sobre o uso e os riscos do cultivo de plantas
geneticamente modificadas (GM), custeado pelo governo, foram
apresentados recentemente em Berna, na Suíça. Nesse trabalho,
intitulado "Biossegurança em tecnologia genética não-humana" foram criadas diretrizes para o monitoramento de plantas GM.
Confira os principais resultados:
• Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Agroscope
Reckenholz-Tänikon examinaram os efeitos da canola GM sobre as abelhas
solitárias, cujas larvas se alimentam exclusivamente de pólen, ao
contrário das larvas das abelhas domésticas. Os cientistas concluíram
que as plantas transgênicas (neste caso, a canola) resistentes a
insetos não tiveram nenhum efeito negativo sobre as abelhas.
• Outro ponto importante do estudo foi a análise dos efeitos das
plantas GM sobre a biodiversidade no solo. Pesquisadores da
Universidade de Berna concluíram que as plantas de três variedades de
milho Bt, que produz proteínas tóxicas para insetos-praga, se
decomporam na mesma velocidade que as folhas de outras variedades de
milho.
• Além disso, em vista da observação de que as lesmas, minhocas e
moscas não foram afetadas pelo consumo de milho Bt, os pesquisadores
declararam que as variedades testadas são ecologicamente seguras.
• Foram feitos progressos consideráveis em relação à detecção prematura
de impactos ambientais inesperados. Os organismos que podem ser usados
como espécies indicadoras foram identificados, assim como aqueles que
necessitam de proteção.
Fonte: greenbio.checkbiotech.org