De acordo com Francisco Jardim, é importante para o Brasil continuar a
parceria na área de defesa firmada em 1977 com a Bolívia. “Temos
ampliado a vigilância na fronteira entre os dois países, intensificado a
fiscalização do trânsito animal, inspecionando regularmente as
propriedades e realizando o monitoramento soroepidemiológico na área”,
ressaltou. A reunião do Conselho Diretor da Farm faz parte da
programação da 33ª edição da Exposição Internacional de Animais,
Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer). A feira
termina no próximo domingo, 5 de setembro, e conta com 45,3 mil metros
quadrados de pavilhões cobertos e 70 mil metros quadrados de área para
exposições.
Para controlar o trânsito de animais, produtos e subprodutos na
região foram instaladas 12 bases fixas de fiscalização. Os fiscais
contam com quatro barcos, um hidroavião e veículos. A expectativa do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é implantar mais
sete postos fixos nos estados de Mato Grosso e Rondônia até o fim do
ano.
Para controlar a febre aftosa, o governo adotou também treinamentos
de profissionais brasileiros e bolivianos, contribuindo para a troca de
experiências, facilitando o cadastramento das propriedades e a execução
das campanhas sanitárias.
A fronteira do Brasil com a Bolívia possui extensão de 3,4 mil
quilômetros, sendo 2,6 mil quilômetros de rios e canais, 750 quilômetros
de vias convencionais (fronteira seca) e 63 quilômetros de lagoas.
Classificação
No Brasil, o Distrito Federal e 14 estados são classificados pela
Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livres da febre aftosa
com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
O centro-sul do Pará (46 municípios) e as cidades de Boca do Acre e
Guajará, no Amazonas, apresentam a mesma classificação. Os outros
estados da região Nordeste e o nordeste do Pará são considerados como
médio risco para a doença; Roraima e noroeste do Pará, como de alto
risco, e Amazonas e Amapá têm risco desconhecido.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento